Minha história com o Grêmio começou quando era pequeno ainda. Eu tinha por volta de 3 anos e ganhei de presente de uma amiga da mãe um time de botão do Grêmio e, segundo a mãe, a primeira página de jornal que eu peguei na vida tinha a reportagem do Grêmio campeão da Copa do Brasil de 1989. Faz tempo. O primeiro título que eu lembro bem é a Libertadores de 1995, sei até hoje de cabeça aquele time. A primeira vez que me fez sofrer eu também lembro: o Mundial daquele ano foi duro de engolir, aquela derrota nos pênaltis pro grande Ajax. Ótimas lembranças do Campeonato Brasileiro de 1996, aquela patada do Ailton pra fazer o gol do título e Paulo Nunes jogando o que sabia e não sabia. A primeira vez que vi um milagre tricolor foi na Copa do Brasil de 1997, quando empatamos o primeiro jogo no Olímpico contra o Flamengo em 0x0 e empatamos em 2x2 num Maracanã lotado. Calamos uns 100 mil. 98 e 99 foram anos com campanhas médias e times igualmente médios. A eliminação pro Xavante no Gauchão de 98 em casa foi duro de engolir, mas vida que segue.
Lembro bem da primeira vez que chorei pelo Grêmio. Copa do Brasil de 2001, estádio do Morumbi entupido de corinthianos e nós tínhamos empatado em 2x2 em Porto Alegre. O mundo contra nós e a imprensa toda apostando contra, dando pleno favoritismo ao Corinthians. 3x1 na boca do mundo, inesquecível! Em 2003, no nosso centenário, formamos um time sofrível, quase fomos para a segunda divisão nacional. Em 2004, caímos, mas não chorei. Aquele não era o Grêmio que eu conhecia, aqueles jogadores não fizeram valer o êxito que o clube merecia.
2005 veio e veio cruel. O nosso ídolo Hugo De Leon começou o ano na casamata e passamos horrores no Gauchão. A série B viria. Sofremos demais e o último jogo foi uma batalha, a Batalha dos Aflitos. Com 7 jogadores, juíz contra, toda a catimba e sujeira do adversário e 2 pênaltis desperdiçados pelo Náutico. Vencemos! Estávamos de volta a Série A! O lugar de onde nunca devíamos ter saído. Desde então, o Inter teve a sua ascensão e o Grêmio caiu um pouco, mas nunca perdemos nossa glória, nossa mística!
Não quis citar os estaduais, por serem títulos de importância não tão grande assim. 95, quando ganhamos com o Banguzinho, 99 com o Ronaldinho humilhando o grande Dunga, etc.
Lembro de alguns ídolos que tive nesses anos: Danrlei, Arce, Adílson, Dinho, Paulo Nunes, Jardel, Ronaldinho (apesar do que fez depois), Sandro Goiano, Anderson, Anderson Polga, Rodrigo Fabri, Lucas, Victor, etc.
Enfim, assim se resume minha paixão pelo Grêmio, desde piá até hoje.
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